O engenheiro e músico Tiago Abrahão vive a música por todos os lados. De dia, o cara é produtor na Gogó, produtora de conteúdo sonoro baseada em Porto Alegre. Durante a noite, não é difícil esbarrar com ele em algum palco do Brasil, com os parceiros da Wannabe Jalva, banda revelação no cenário independente nacional.

Nos dois ambientes – e mesmo quando está longe deles, Tiago sempre tem por perto algum produto da Apple. Do MacBook Pro no palco ao Mac Pro na produtora, e mesmo o iPhone no bolso, ele usa as máquinas a favor da arte. Quer saber o que Apple e música têm a ver? Tudo. Confira aí.

 

Qual foi o seu primeiro contato com um produto Apple e o que te cativou de primeira?
Cara, meu primeiro contato com um produto Apple foi com o Airport Express. Há um bom tempo, quando não existia muito Wifi e roteadores no mundo. Vi um Powerbook sem nenhum cabo conectado em cima de uma mesa e online no MSN. Mindblowing pra mim na época. Pirei. Então descolei um iMac DV (aqueles coloridos) e fiquei com ele por uns meses fuçando. O OS X e o iMac eram lindos. Depois, comprei um Mac Mini e caí de cabeça no Logic, que é um aplicativo violento de edição e sequenciamento de música. De cara, percebi que o Mac é muito estável e bem mais “easy going” do que um PC, então sugeri e acabamos por migrar todos os estúdios da Gogó para Apple.

Como era o trabalho na Gogó antes de usarem Apple?
Antes da fase Mac, utilizávamos PCs com outro sistema de gravação em outra plataforma. Infinitas vezes, perdemos trabalhos, tivemos problemas ao carregar sessões, uma infinidade de incompatibilidades. No sistema atual, quase nunca há problemas. Trabalhar com Mac é mais seguro, além de ser melhor para o coração.

Qual a principal atividade da Gogó e que computadores e que programas vocês utilizam no trabalho?
A Gogó é uma empresa que gera conteúdo sonoro. A nossa relação com o áudio e a música é a mais artística possível. Hoje, nossos estúdios rodam OS X Lion em iMacs, MacBooks e um Mac Pro. Adquirimos o hardware e o sistema da Digidesign, o Pro Tools. São dois sistemas LE em interfaces Digi 003 e um sistema HD rodando no Mac Pro. A diferença entre o LE e o HD é a robusteza do hardware. No HD, os diversos layers de processamento são feitos discretamente, com um hardware específico pra cada função. No sistema LE esse processo todo é feito por uma interface apenas, e sobra carga pra máquina administrar.

Como você acha que um Mac, mesmo com os apps básicos, como GarageBand, pode ajudar um músico amador ou profissional?

Já criei e resolvi diversas situações em apps semiprofissionais, como o GarageBand. Ele é incrível e, mesmo sendo básico, entrega uma qualidade muito alta, de um jeito muito instintivo de usar e trabalhar música e sons em geral. Tranforma tarefas complexas em coisas banais, como montar uma progressão de acordes. Mesmo quem não entende nada de teoria consegue criar uma harmonia triste, feliz, emocional, e em minutos. É um baita catalisador de talentos.

Como músico e produtor, como o iPhone ajuda você?
Uso o iPhone desde o primeiro modelo. Gravo ideias, sequencio baterias, resolvo harmonias com apps de teoria. É coisa pra caramba. Você acorda de manhã, registra uma ideia no iPhone. Nunca vamos ficar longe dos megaestúdios – é dali que saem os melhores sons, tecnicamente falando, mas o caminho até eles e a forma de se criar música mudou completamente depois que qualquer coisa do tamanho do seu bolso faz você ter acesso a registrar, mixar, editar e, às vezes, fingir que você sabe tudo que está fazendo.

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