O Coletivo 4’33” foi o responsável pela sonorização do game feito para iPhone e iPad, World League Zombies. O game funciona como se fosse uma Olímpiadas de zumbis e você encontra ele na App Stores por $0.99. A iPlace foi até a base deles e descobrimos alguns segredos de como a sonorização do app foi feita:

Como foi o processo de criação da trilha? O jogo já estava finalizado quando vocês começaram a trabalhar nela?
A gente teve um contato anterior onde nos descreveram o jogo, para saber qual era a proposta . Aí recebemos alguns concepts do jogo, pois ele já estava num processo avançado de criação e programação, só que assim, o audio foi totalmente livre, tipo “esse é o jogo, agora, vocês fazem”. Não nos passaram nada de referência. Já tinha imagens bens claras e alguns movimentos. Aí começamos pelas trilhas, sabiamos quantas fases eram e escolhemos o tipo de som que queriamos.

O que vocês utilizaram para criar aos sons?
Primeiramente bolamos a estética, que é meio rock, retro, divertido. E aí usamos o nosso sistema de sempre, a gente cria tudo junto, meio jam, pluga guitarra, baixo, bateria eletrônica, sintezador na mesa e depois passamos para o Mac e depois vai para o Logic da Apple. Até usamos uma flautinha de brinquedo, é analógico com digital, tudo bem misturado. Fizemos todas as trilhas na mesma sessão, decidiamos a base e gravavámos baixo, guitarra e bateria e depois faziamos os overdubs. Para nós funciona meio que como banda. A gente nunca tinha feito um som de game ainda, e como não tem limitação de áudio um game, vamo fazer o que a gente consegui de melhor, se tem como botar a trilha alí.

A dublagem dos personagens (Zumbis) foram feitas por vocês também? Com chegaram no resultado?
Durante os passos íniciais do brieffing, nos falaram que iam ter instruções no jogo e apareceu essa idéia de fazer uma linguagem zumbi. Pegamos o texto e aí o Andrio leu com uma voz toda estranha e ainda botamos uma distorção e um delay de rádio velho, o que deu uma caracteristica legal. Depois que botamos em uma trilha e vimos que ficou legal, botamos diversas intervenções durante o jogo com a fala.

Vocês se influenciaram por algum tipo de música ou estilo para criação da trilha?
Tem umas coisas meio surf alí. Uma das bandas que nós estávamos ouvindo na época, era aquele Pepe Delux da Finlandia, um projeto que tem essa coisa retrô, essa foi uma pequena influência. Na verdade é uma mistura, um pouco de cada um, nós trouxemos o processo de banda para esse lado, isso é legal pois não fica aquele som genérico de game. A gente também queria tentar buscar o lado do cara gostar de jogar por causa da trilha, já que a gente gosta muito de video-game, nos esforçamos o máximo. Aquela coisa do filme de terror, teremim e o timbre da guita, com um reverb de mola. Algumas coisas um pouco Muse, brincanmos com alguns cliches também, tipo um solinho do Dire Straits, um momento Barry White outro Stones, jogamos tudo alí.

Como o jogo foi feito especialmente para iPhone e iPad, qual foram os cuidados que vocês tiveram em relação a isso?
No início não pensamos muito nessa questão. Depois quando estava chegando na implementação, tivemos que trocar umas ideias por questão de freqüência, nós usávamos bastante graves e o baixo não tava ficando legal, ai tivemos que fazer alguns ajustes na mixagem mesmo. Mas foi só isso, não tivemos outros problemas, para nós não estourando, tava bom.

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