O segundo semestre é o período ideal para se preparar para o próximo ano letivo – vários meses já se foram e deixaram um rastro de práticas, projetos, ações e diversos outros itens para serem avaliados e gerar um apanhado de sugestões de continuidade, mudança e melhoria.

A partir desta análise, os gestores de escolas e professores podem pensar no que fazer para que o próximo ano seja ainda mais produtivo para todos. Mas este não é um trabalho fácil: requer organização e muitas horas de empenho, pelo que recomendamos a estruturação de um plano de ação em tópicos. Vamos a eles.

TECNOLOGIA

Quanto mais a tecnologia evolui, mas se torna exigência em todos os segmentos, e na educação não é diferente. Há, no mercado, diversas soluções em hardware, software, serviços, dispositivos e aplicativos que podem facilitar e melhorar aspectos pedagógicos, administrativos, de convivência e comunitários em escolas e cursos de todos os níveis.

 

Vale a pena ficar de olho nas mais recentes tendências tecnológicas para sala de aula, para organização e gestão de rotinas administrativas e docentes, para facilitação do controle de pais sobre o desempenho e comportamento de seus filhos, para aumentar o interesse e adesão dos alunos às práticas escolares, para expandir os recursos de ensino, entre tantas outras possibilidades.

A tecnologia na educação não é um hype: é uma tendência que já se firmou por trazer benefícios numerosos.

INVESTIMENTOS
Um bom balanço patrimonial, além de ser exigência legal, é fundamental para controle contábil e financeiro, permitindo organizar obrigações, pendências e caixa.

A partir disso, definir áreas prioritárias de investimento para melhoria dos processos e entregas das instituições de ensino é também fundamental para garantir alinhamento às demandas atuais de seu público-alvo.

Modernizar, corrigir, consertar, melhorar, reduzir, aumentar: seja lá quais forem as necessidades da instituição para ampliar a satisfação de seu público interno e externo, este é o momento de pensar sobre o capital disponível e as soluções necessárias para atende-las.

RECURSOS HUMANOS
Como para empresas de todos os setores, no segmento educacional as pessoas são também o ativo mais valioso. Professores, gestores e demais colaboradores qualificados fazem toda a diferença na imagem e nos serviços prestados por uma instituição.

Por isso, se a ideia é prezar pela qualidade e pela boa imagem no mercado, é preciso investir em especialização, seleção e cuidados com os recursos humanos.

Isso inclui desde a oferta de oportunidades de capacitação até o controle de grades de horários, visando a não sobrecarregar nem subutilizar colaboradores. E quando se fala em professores, que sabe-se que não raro atuam em mais de uma instituição, este se torna um ponto ainda mais crítico.

ALUNOS
É deles e para eles que a instituição vive, correto¿ Logo, organizar tudo o que se refira a este público é fundamental.
Começando pelas matrículas e rematrículas. Cabe pensar e ajustar sistemas e processos para evitar longas filas ou as altamente prejudiciais falhas, que podem gerar descontentamento e, em casos extremos, desistências.

Outros pontos importantes em relação aos alunos são a organização das turmas do próximo ano letivo, cuja formação já deve ser pensada com base na demanda de público estimada (evitando, assim, possíveis superlotações ou subutilizações de espaços e professores), e a grade curricular.

MARKETING
Ao contrário do que muitos gestores pensam, o Marketing não é um aspecto secundário ao comercial: ele é integrado primariamente a esta área.

É fundamental começar agora mesmo a pensar em peças e estratégias para atrair novos alunos. Um bom planejamento de Marketing pode ser a diferença entre o crescimento e a estagnação.

Quer uma dica para embasar este planejamento¿ Faça uma pesquisa de satisfação, não somente com alunos, mas principalmente com pais. Isso trará indicativos do que melhorar ou acrescentar para tornar a instituição ainda mais atrativa.

FATOR EMOCIONAL
Nem tudo são fatos concretos: as emoções, sentimentos e atitudes também são parte fundamental do cotidiano saudável de uma instituição de ensino.

Assim, é importante que as escolas, cursos e universidades deem atenção ao fator emocional de professores, colaboradores, gestores e alunos.

O nível de estresse de todas estas categorias pode ser elevado ao término de um ano letivo, e pensar maneiras de melhorar o ambiente, as rotinas e o que mais puder ser otimizado para aliviar a carga e tornar o dia a dia mais aprazível é básico para gerar maior interesse na escola e, principalmente, nos conteúdos ministrados.

Um tópico muito abordado recentemente por estudiosos da área de psicologia é a Síndrome de Burnout, um mal que atinge profissionais de todas as áreas, mas tem sido cada vez mais recorrente em professores de ensino superior. Um estudo realizado em 2016 sobre este tema pela pesquisadora Renata da Silva Hanzelmann mostra que os docentes estão cada vez mais propícios a sintomas desta síndrome, que incluem fadiga, exaustão, estafa, altíssimo nível de estresse, o que pode acarretar diversas consequências negativas, prejudiciais à vida da pessoa afetada e da própria escola, já que incidem em perda de qualidade no ensino, afastamentos, alta rotatividade, entre outros problemas.

Estas são algumas dicas para um planejamento bem embasado para o ano letivo 2018. Em breve, disponibilizaremos novos conteúdos para melhorar o dia a dia do setor educacional. Fique de olho.

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